domingo, 9 de julho de 2017

Escolho...

Parar de sofrer, de chorar, esperar
Molho as flores, a face, aquarela
Essa que sabe como bem camuflar
Viro o rosto, me acabo em desgosto
Mas voo, colibri pousou na janela

Escolho apagar pares de pegadas
E sigo impar, imperfeita, invisível
Escombros ruindo em meus ombos
Deixando marcas, feridas rasgadas
Rasgando a pele, agora intocável

Não jogo, não ganho, não perco; troco
As cartas; páginas brancas e frias mãos
Escondem palavras, tristezas em lavras
Que guardo, já não quero, já não toco
Escolho a paz, a solidão, poesia ao chão...

Meri Viero