segunda-feira, 29 de maio de 2017

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Palavras doces e amargas, contidas
Vestidas, perdidas, desassistidas 
A minha voz, a tua voz, a nossa vez
Quem é então por ti, por mim, talvez...

Seja por nós, o pó que te fez, me fez, refém
Da dor de um só, coração amargurado
Repetindo incansavelmente: Amém!
Não sei, o ser liberto, agora emoldurado...

Traz no peito, um jeito único guardado
Exposto aos quatro ventos em outras ruas
Numa cidade longe, tão longe, asfaltado...
Cada caminho, da avenida até a lua.

Meri Viero