quinta-feira, 25 de maio de 2017

Saudade

Saudade são reticências minhas...
É o atrito  dessas mãos  sozinhas
O pisar, lado a lado, na ruazinha
É o amor, que juro, um dia, tinha

Olhar buscando um corpo celeste
Misterioso orvalho que flor reveste
A Lua prateada e nua brilhando
No céu de maio, e frio chegando

Saudade é dor de doer quietinha
Dessas que dói, mas dói sozinha
Faz um corte assim tão profundo
E a cicatriz é invisível ao mundo...

Meri Viero