quarta-feira, 10 de maio de 2017

Quem Sabe...

Vai que esse jeito mudo ainda convence alguém
Ou quem sabe, mudo, pro meu próprio bem
Vai que a hora é essa, e é preciso acontecer
Ou acontece, da hora ter passado, sem eu ver

Não sei, a planta no vaso quer água, a águia quer céu
Essa sede que me mata, tem gosto de nada ou de fel
Não sei, o verde quase morreu, a folha amarelou
Feito a poesia que de tanta dor, até chorou

Chorei, já não quero mais chorar, meu pranto é caro
Claro, contabilizei cada cristal líquido, sabor amaro
Vai que tudo isso passa, e a vida caminha por lá também
Não sei, talvez os passos meus, são só meus, de mais ninguém.

Meri Viero