terça-feira, 2 de maio de 2017

Pá de Cal

O primeiro silêncio dominical
No revolver dos pensamentos
Colocados numa vala, e cal
No branco queimando lento

Leito de um querer solitário
No dia comemorado por muitos
Na folga de tantos operários
Tendo reivindicação como intuito 

Sal paga de honorários, justo
Injusto, o pão sobre a mesa
Na vida cara por tantos custos
Curta a dor nas costas, pesa

O peso de muitas medidas, oculta
O culto do preço de cada um
Poderio pobre que a tantos insulta
Que vive sem valor algum.

Meri Viero