terça-feira, 11 de abril de 2017

Coração dependente...

Segue, não se ressente, procura equilíbrio 
Passa ponte, bebe da fonte tão límpida
Olha a lua, tonto de saudade, ébrio
Alucinado, desacompanhada vida

Passos solitários, ruas tão nuas, convida
Cidade tão longe, pequena atrás da colina
Acorda, é breve o adormecer, sofrida
Lambe feridas, no cabelo passa vaselina

Olhar perdido, sorriso amarelado, é a vida
Flor nas mãos, branca, jaz uma margarida
Era a última do jardim, perto daquela esquina
Fingiu que não viu, a face atrás da cortina

Era só uma menina, e o amor machucando
Doçura e travessura, falando e calando
Em versos presentes, a vida passando...
De mãos dadas contigo, vai caminhando.

Meri Viero