quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DORMIU...

E até a lua no céu, pra  não incomodar, sumiu
Desapareceu atrás das nuvens,  ninguém a viu
Em um primeiro, de fevereiro, parecendo abril
Naquele mês em que  Brasil, Cabral, descobriu

Dormiu

Quando a noite caía, e machucada; ele não via
O sangue escorrendo do corte, e  de dor, gemia
Então o sereno veio, lavar a ferida  com poesia
Restou a cicatriz, que a  escuridão, não refletia

Dormiu

Se sonhou, ninguém viu, sonilóquio, não se ouviu
Parede, concreto, assento  macio, mas nenhum til
Palavras que chuva lavava, escorriam no meio fio
Boeiro, lixo, e tudo fluindo para  dentro de um rio.

Meri Viero