quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

AMARGOR

Que fábula nada, é a vida real,
Sem câmeras, com câmeras;
E um sorriso nada natural,
É a vida passando áspera...

Nada de mel, no final,
Fel, amargor do mate;
Forte e quente, sem igual,
Amor, puro disparate...

Poesia é para loucos, poucos,
Coisa sem valor, espinhos;
Tantos, nas mãos, pés em tocos,
Ferida que o ser, sara sozinho...

E cata palavras, como cata feijão,
Retira impurezas, sobra o bom;
Feito janta, se tem gás no botijão,
Acompanhada de arroz, sem bife ou com...

Meri Viero