sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

MIRAGEM

E o canto é triste naquela sala
Que com hálito forte, oferta
A vida noturna, que agora, cala
Luz incomoda, olhar aperta

E a boca procura saciar a fome
Restos de beijos, rostos sem nome
Crescente desejo, liberdade que some
Cresceu o menino, agora é um homem

Voa em duas rodas pela cidade
Traz na lata o preto, cor tão nobre
Companhia buscando a felicidade
Mira a paisagem que a tudo recobre.

Meri Viero