quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CAFÉ E POESIA

O tempo parou nos versos do amanhecer
E o café esfriou toda a tristeza do dia
Lágrimas se esconderam, viraram poesia
E os sonhos adormeceram, sem querer...

Maquiagem foi borrada, e cada linha grafitada
Teve um quê de saudade invadindo a alma
E o silêncio necessário não traz a calma
Mas vaga por entre pensares, frases agitadas...

E o vento que está tão quieto, ouve as notas
Que suavizam um coração pranteado
E a boca agora calada, perde a rota
Do caminho de casa; portão e cadeado.

Meri Viero