segunda-feira, 10 de outubro de 2016

VOAR

Voa, alma minha, vai onde deve estar
Não faz estardalhaço, voa devagar
Bate asas quietinhas pra não assustar
E pousa de mansinho, naquele lugar...

Refresca-se, após o Sol quase queimar
A plumagem colorida, leve a planar
Na amplidão do céu azul, cor a encantar
E canta, sonoramente para vida alegrar

No absorver das palavras, o comungar
De uma mesma emoção, um leve beijar
No ar, pra tocar, quem não quer mais voltar
Fica, eternizada, até que tudo volte ao lugar.

Meri Viero