segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Trincos e Brincos

Não durma, completamente, o poeta
Nem se deite em cobertas poucas
A noite é fria, é longa, e incerta
Talvez trará sonhos, imagens loucas

Pendidas em nuvens de algodão
Mas somente feche os teus olhos
Se no olhar não houver escuridão
Nem no quarto; portas e ferrolhos

Trincos, brincos de uma musa
Coração compassado, ritmado
Batendo devagar sob a blusa
De um vermelho apaixonado.

Meri Viero