quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Seis Portas...

E um guarda-roupa inteiro, meia vida,
Vida e meia, entre silêncios, asneiras;
E alguns gritos ecoando velhas feridas,
Verdades expostas, mesas e cadeiras...

Vasos, panelas em prateleiras brancas,
E vidros limpos em olhares embaçados;
Passos riscando o piso frio e as trancas,
Fechando espaços, rostos emoldurados...

E o tempo passando, o tempo fechando,
Fecha tudo e se recolhe, e se interioriza;
Deixa a noite quieta, já está bocejando...
Logo dorme a menina; vento, luar e brisa.


Meri Viero