segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Recolhendo água

Às vezes na vida, chuto o balde
Como se isso adiantasse
E a intempestividade salde
A água que se derramasse

Feito lágrima incontida
Que na face vai caindo
E nos deixa constrangida
Mas a alma vai se despindo

Depois junto a vasilha
E vou recolhendo água
Lágrimas e o olhar brilha
Enquanto a alma deságua 

São momentos de agonia
Mas esperança aqui resiste
Então recobro o siso e a poesia
Preenche a falta tua, que aqui, existe.

Meri Viero