sábado, 24 de setembro de 2016

Instante

E o som é o bocejo dado involuntariamente
Pelo tempo passando, modorrento, sedento
Das palavras suas, que adormecem a mente
Tomam conta desse meu tonto pensamento

O som é o alarme da casa do vizinho ao lado
Que viajou, e  o esqueceu, disparando  à toa
Chateando ouvidos sensíveis, mais  apurados
Enquanto, continua, sabe-se onde, numa boa

O som agora é de falas infantis, e dos pardais
Dos carros, dos passos das pessoas passeando
Dos estalar dos  dedos, que digitam as vogais
Consoantes, frases que o vento vai levando...

Meri Viero