domingo, 11 de setembro de 2016

Éramos nós...

Era uma vez, era uma voz
Que nos deixou a sós
Esqueceu, partiu
Não lembrou de nós
Feito pó, que do vento riu
E num sopro apagou
Restos do que ruiu
Não era ruim
Era bom
Não era sim
Nem era não
Era perfeito tom
Quadro pintado à mão
Pelo poeta inspirado
Depois encheu de solidão
Não era mais grafite
Nem tinta
Nem papel
Nem mesmo inspiração
Era o medo
A saudade
E a tristeza
Era uma voz, era uma vez...

Meri Viero