terça-feira, 30 de agosto de 2016

Nem tudo é belo...

O lixo nas ruas, nas praças, nos parques, não é
Amontoado de plástico, papel  de bala e sacolé
Nem toda flor  tem perfume, e  nem é tão bela 
Tem a que come, espinha, e a que sobe na tela

Nem sempre a lua é tão bela, às vezes ela some
E nem adianta chamar, revestir  com  belo nome
Fica tão  cheia de si, que  de nós até se  esquece
E poeta triste, roga  uma prece e ela desaparece

Até ser humano mais belo, não é tão belo assim
Todos temos nossas feiuras, e soltamos palavrão
Vez ou outra, mesmo sem querer, esbarrão e fim
E vem vontade de lavar a própria boca com sabão

Nem tudo é belo, poesia também  veio pra refletir
O feio da humanidade, política, e da desonestidade
Poeta, sabedor de como florear, prefere não omitir
E reveste com versos feios, vez ou outra, realidade.

Meri Viero