quinta-feira, 18 de agosto de 2016

INTERIOR


A cidade já acordou faz tempo 
No tiquetaquear do relógio urbano...
Mas lá, onde a serenidade repousa ao vento
E a natureza funde-se ao humano

Lá, olhos não se cansam do verde
Que cobre a terra, pinta o céu
Nuvens descem calmas, matam a sede
Até da abelha, que fabrica o mel

Flor, beija-flor, ar do interior
Rima singela, que vem e convida
Ao voo matinal à passarela
Vida, aí vem ela.

Meri Viero