domingo, 14 de agosto de 2016

CANÇÃO DA CHUVA



Parece que já ouço os pingos da chuva,
Caindo quietinha, nas azáleas  coloridas;
O vermelho e o cinza, no céu e na blusa,
Aquarelando um  pouco  mais essa vida...

Que fecha os olhos, finge não ver ausência,
Que se aquieta feito ar sem nenhum vento;
E vai morrendo com tamanha impaciência,
Transformando cada imagem do pensamento.

A tarde se despedindo, anunciando noite fria,
Trazendo a canção da chuva para embalar...
Os sonhos, as horas, um coração e a poesia,
Que ainda insiste em um triste cantarolar.

Meri Viero