quarta-feira, 1 de junho de 2016

PRIMEIRO DE JUNHO

Memórias e tudo mais
Presas numa teia poética
Nessa loucura
Que às vezes procura
E acha esse coração
Sou alma, calma e solidão
Sou nada agora
Já fui ilusão
E minhas verdades cruéis
Meus sonhos reais
Meu querer sutil
Senil poema de quarta-feira
Envolto em pó de maio
No primeiro de um junho frio
Numa noite sem mistura
Costura o pensamento
Cria, ativo, sobrevivo
Entre os crivos das palavras
E o silêncio de todos os gritos.

Meri Viero