quarta-feira, 27 de abril de 2016

SOBREVIVENDO

Quietinhas as palavras voarão, para sobreviver,
Ao frio desse  inverno, da geada ao amanhecer;
Quentinhas as palavras falarão, para sobreviver,
Ao silêncio precioso, que verte com todo saber...

Mas versos desconhecem tempo e circunstância,
Feito criança, só querem  rir, ser feliz, ser  livre;
Carentes por mãos, que embalem com paciência,
Pois em  cada  voo saudoso, o sentir  ainda vive...

No coração do poeta, que soluça palavras febris,
Grafita emprestando pó da Via Láctea, Universo;
E suave em cada linha, como o beijo do colibri,
Vai se alimentando, pelo tecer de seus versos...

Meri Viero