quarta-feira, 27 de abril de 2016

PLACEBO

E o poema perdeu o gosto
O rosto se fez em desgosto
E esse abril pareceu agosto
Aposto que não mais aposto

Jogo cartas na mesa, cerveja
Não bebo, não leio revista, veja
Ciúme está nas veias, não inveja
Jogue essa toalha, e então eleja...

O placebo para curar essa dor
O remédio para desfazer amor
O cuidado com essa rara flor
O anestésico para o dissabor.

Meri Viero