quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SER HUMANO



Desajustada mente, escreve lenta
Passa o tempo, e o vento esparrama
As folhas de um outono próximo
São poesias que a alma grafitou
Viram belezas incontáveis
Sabedorias plenas do Criador
Viram um tal de poeta
Que tinha asas, como um voador
Um pássaro livre e cantante
Que dentre os versos
Falava de amor
Vi apenas o homem
Injuriado com a vida
Indignado com o mundo
Vi o profeta
O fiel
E o pecador
Uma alma linda
Um coração puro
E um ser amedrontador
Vi a vida morrendo
Quando passou no corredor
O verbo perfeito
Sujeito imperfeito
Meu coração é teu admirador

Meri Viero