quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

PQP!

Por qual parte começo meu pensamento...
Pela mutilação das palavras, abreviação do sentimento
Pelo excesso do querer sem poder, do chorar sem te ver
Por nada de concreto, pelo tudo de abstrato, pelo sofrer?

PQP! Impropério retumbante, ao ouvido mouco
Ao amor que não foi o bastante, sempre tão pouco
Mas foi o bordado mais bonito que a alma já teceu
É o sentir que o coração tenta expulsar do peito meu

PQP! Meu amor próprio, pariu, nasceu chorando
Era tanta dor, que pensei que não resistiria, chorando
Adormeceu nos braços do tempo e da saudade
Resistindo, respirando, se alimentando de realidade.

Meri Viero