quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ESTAÇÕES

Vou abrir as asas d'alma e voar
vou tentar entender, me acostumar
refletir-me em teu olhar
só não vou chorar

vou ser verso inverso
uma nova mutação sem nexo
um coração no sentir submerso
vou ser o teu mais belo reflexo

pisantes em poças, águas abençoadas
gelo fino, quebrável na madrugada
outono arrastando folhas na calçada
mãos juntas seguem agasalhadas

face avermelhada pelo vento cortante
congelando tudo de forma nada elegante
no partilhar de asas, de bebidas quentes
agasalhos para os corpos tão carentes.

Meri Viero