segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

VERSOS ORVALHADOS

A noite está tão quieta, as folhas das árvores, imóveis,
Animais noturnos, dormem, um silêncio  que apavora;
No céu, pontilhados coloridos em belezas irretocáveis,
Será que todos dormem nessa Terra e sonham agora?

E a noite lá, será que também dorme e sonha? Enfim...
Despediu-se a tarde em tonalidade tão bela, aquarela,
Que o Criador  sabe bem  colorir, do início  até o fim;
Enfeitando o olhar dele e o dela, felicidade é uma tela...

Colorindo íris, emprestando asas de um colibri, voei,
Em poema; até que veio a noite, sossegando  o olhar;
E antes de  adormecer, descansar  o  coração, versei,
Alma de poetisa, perfumada pelo orvalho, e pelo luar.

Meri Viero