quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MORRA

Todas as tristezas que causam lágrimas
A guerra, que  destrói  famílias  inteiras
A poluição que ameaça os  rios, e rimas
Vertem  poluídas, carcomidas, primeiras

Morra o  que fere, maltrata, até a mágoa
Desfaça seus nós, limpe as tantas nódoas 
Manchas  que a  alma leva, senão as lava
E o ser aos poucos sua própria cova, cava

Morra o  espinho, a raiva, transforme mal
Em bem, o inimigo  em amigo, verta  o sal
Mas com  amor, lágrimas raras, bom valor
E deixe  morrer somente o ciclo e seu teor.

Meri Viero