terça-feira, 19 de janeiro de 2016

HOBBY

Meu querido, hobby, porque será que sempre se deixa ver?
Em cada figura de linguagem, tão bela, que  mãos poetam,
Sempre o vejo, constrói muralha mas se deixa transparecer;
É essa mentira verdadeira, que sem querer versos ofertam?

Não sei, talvez seja uma lasquinha tua, tatuada em poemas,
Que voam, às vezes, sem medo de alturas, depois pousam;
Querendo se esconder, mostram-se por entre tantos temas,
Será que coragem alimenta os teus versos  e impulsionam...

Silêncios mais belos, e poesias mais lindas vestidas de gala?
Tece como que somente para si, e  nesse egoísmo perdoável,
Flutua solitáro pelos cômodos da casa, do quarto e da sala;
Com ar de "não estou nem aí"; mas no fundo é doce, amável.

Meri Viero