quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

CONFIANÇA

Que noite é essa, meu Deus, de insanidades?
As portas se abriram e versos cantam tristes,
Loucos gritam para uma Lua que não existe;
Pois de tristeza se escondeu da humanidade.

Se amanhã ainda houver vida, dá-me, Senhor,
O colorido das flores, retira os espinhos cruéis;
Lembra-se daqueles que oram, são por Ti, fiéis,
Acalma a tempestade das nuvens, acalma a dor.

Cala se for de Sua vontade, meus versos e voz,
Talvez não haja razões, o mundo enlouqueceu;
E toda essa saudade, é pelo que não aconteceu,
Restaura, cura, cuida também de mim, e de nós.

Meri Viero