domingo, 20 de dezembro de 2015

QUERIA SER ANJO


Sem pretensão nenhuma, e voar, fazendo só o bem,
Sem me preocupar em atender necessidades humanas;
Tão minhas, pequenos egoísmos meus, e que agridem,
Aos outros que amo, anjo, para proteger  caravanas...

Acertar flechas, tão certas nos corações, e fazer amar,
Para poder voar bem pertinho, e sem me verem, roçar;
De leve a face de quem guardo, continuar sendo sensível,
Sem me desgastar, sendo imprevisível, voar, invisível...

E detalhes não seriam nada, nem lágrimas mais choraria,
Não haveria reclamações, carências, unhas afiadas, esmalte;
Batom, maquiagem, não haveria bagagem, ninguém esperaria,
Mas sou de carne, mulher, imperfeita, e tenho meus blackouts.

Meri Viero