quarta-feira, 4 de novembro de 2015

TRAZ O MEU VERSO...










Minha alma de passarinho, não quer mais versar,
Ficou presa, num mundo longe, não pode voltar;
Talvez, tenha ficado por querer, não disse nada,
Se manteve calada, como réu sem o ser, julgada...

Ah! Talvez nunca mais volte, cuide bem dela,
Aqueça-a no inverno, e alimente-a no outono;
Não a abandone, creio que em outra cidadela,
A entregará em mãos, e ainda será único dono...

Vi, há grades, uma porta, mas a chamo e não vem,
Não está presa, mas se tornou refém dos sonhos;
E não adianta, grito, sussurro, é em vão, meu bem,
No talvez que entristece, últimos versos componho...

Tragédia desperta, nas asas que não querem voltar,
Mas se puderes, te peço, traz essa alma de poetisa;
Traz o meu verso, e aquele lindo verbo, que é amar,
Devolve as asas em forma de poesia, e a dor ameniza...

Meri Viero