terça-feira, 4 de agosto de 2015

VISITA DA SAUDADE

Não a queria por perto, mas ela veio,
Trouxe um beijo indesejado e tão frio;
Um abraço que transmitiu um calafrio,
E tive vontade de gritar um palavrão feio...

Mas que nada, a educação calou a boca,
E a recebi com a indiferença merecida;
Talvez nem fosse tão má como uma ferida,
Mas queria que fosse, mas não se toca...

E me olha com ar de inocente, se chora,
Ou se ri, por certo não fará diferença;
Queria que fosse longe de mim, agora,
Mas permanece, teimosa e muito serena...

Mas mantenho distância e me recuso olhar,
Sei que me verá refletida em suas meninas;
E por aquelas lembranças não me verá chorar,
Pode ficar, sentir saudade é minha triste sina.

Meri Viero