sábado, 22 de agosto de 2015

DOCE MAR, AMAR



E a menina esperava, fielmente, presa naquele olhar,
Castanhas cores da terra, misturadas ao verde do mar;
E o vento  tão calmo, levava o barco, para algum lugar,
Porto desconhecido, entardecer que estava por acabar.


E a menina, sorria, encantada com o beijo da maresia,

Um cheiro que nem sabia de onde vinha, companhia;
E que lhe fazia tão bem, e  a areia  morna, amortecia,
A viagem que tinha durado um ano, ou mesmo um dia.


A menina não mais sabia, havia se perdido em contas,

E assim saiu, pela praia, catando as coloridas conchas;
Estrela do mar, viu, viu também coração que apronta,
E enquanto via o mar, amor vinha e lhe deixava tonta.


Menina presa, e liberta pelas mãos  do vento brando,

Guardava a força, para não assustar a menina olhando;
E embevecido ouvia poesia, como se tivesse sonhando,
E numa perfeita sintonia, então agradecia, lhe beijando.


Meri Viero