quarta-feira, 5 de agosto de 2015

BEIJO DA SAUDADE

Que o medo cultivado, não seja maior que a vontade,
De desfilar palavras, carinhos indeléveis e preciosos;
Que o tempo não venha destilar com força a saudade,
O coração prefere a ternura de momentos maviosos...

Ainda que breves, leves afagos que a alma agradece,
Como um beijo suave, que o tempo ainda aqui oferta;
Talvez tenha sido pela esperança em forma de prece,
Por um sentimento maior, que a vida não acoberta...

Mas oferece, sem dissimulações, mas com sinceridade,
Precisa, devida, justa, na medida que o coração aceita;
Que venha com nome de amizade, e também felicidade,
Tatuando no peito, o verbo, o verso que poesia enfeita.

Meri Viero