sexta-feira, 3 de julho de 2015

RECORTES DE FLORES E PÁSSAROS

Cadê o azul do céu, que a nuvem chorona levou?
Tem dias que não vejo as estrelas, e nem a lua,
Parece que tudo é cinza, a casa, o poste e a rua;
Ou será que minha alma desapareceu ou desbotou?

Cadê o colorido das flores, dos pássaros, das estrelas?
Vejo tudo cinza, a grama, a terra, o muro e as grades,
Desculpem esse meu exagero, essas meias verdades;
Deve ser esse frio, que minha alma reclama em sequelas.

Poeta meio triste, desanimada, espera pela manhã de sol,
Dizem que virá, que será amanhã, então visto esperança;
E tento colorir, não só a retina, mas o que de bom, restou;
Recorto papel, faço flores e pássaros, com tesoura de criança.

Meri Viero