terça-feira, 14 de abril de 2015

SEMPRE SOUBE...

Desde cedo coração já sabia,
Mas ele permitiu se enganar;
Sabia que labor não verteria,
Mesmo assim preferiu esperar.

E a noite foi abrindo os olhos,
Fechando a cortina desse dia;
Ao jantar emprestou  molhos,
Ao poeta ofertou nova poesia.

Mas lá, tudo continuou imóvel,
Feito o tapete da sala de estar;
Feito o pó, enfeitando o móvel,
Feito luz que brilhou até apagar.

Meri Viero