terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O CÉU CHOROU ESTRELAS

Na noite sem lua
O céu chorou estrelas
Brilhou no céu da menina
Que perambulava pela rua
E na quase interminável sina
O pranto não deixa vê-las
E nas dores que a fazem nua
Foge, como para não tê-las
Realidade e sonho são teias finas
Carcomendo a carne crua
É só poesia esparramada pela retina
Mas tem medo, não dorme a menina...
A insônia espreita sem vela e o olhar flutua.

Meri Viero