terça-feira, 16 de dezembro de 2014

IDIOMA

Minha língua úmida, é fala única...
É simples, mas doce, também rústica,
Se falar difícil, traduz, entendo pouco;
Meus versos são os meus gritos roucos.

Mas entre o murmúrio e o pranto, canto,

E reverencio o teu esplendoroso silêncio;
Que cobre meus dias quando tremo de frio,
Nas amareladas poesias soltas em campos.

Lá, são livres dos ais que ainda prendem,

As asas teimosas da inspiração que brinca;
De falar bem sério, mas sempre a impelem...
Voam e  na amplidão se soltam, se arriscam.

Meri Viero