sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SENTINELA

O silêncio é o brado dos fortes
Ouvido por corações sensíveis
É o escudo, a sentinela do forte
Protegendo dores imprevisíveis

É o mais belo de  todos concertos
Suave melodia, bebida dos deuses
E assim, tenta como num conserto
Aparar as arestas, de anos e meses

Erros calcificando o interior da cela
Da  alma  fragilizada pelas  mágoas
Mas vem o bendito amor, a dor sela
Purifica-a de todas as tristes nódoas.

Meri Viero