quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CHUVA

E a chuva não para, não para...
Chora feito criança  na  tarde,
Molha a terra e o homem ara;
Semente cresce nada covarde.

Inquieta, rompe tons marrons,
Tinge-os de verde tão  frágil;
Baila  as folhas com os  sons,
Vive esperançosa os estágios.

Chuva chora através da poesia,
Cai no telhado mansa inspiração;
Molha a flor com toda maestria,
São os beijos dados com emoção.

Meri Viero