segunda-feira, 6 de outubro de 2014

VERSOS NOTURNOS

Esperar a cada dia que passa lento...
Toda tarde de domingo modorrento,
Até no coração que poeta sonolento;
Juntando imagens dele e momentos.

Esperar na poesia que escapa das mãos,
Que o coração teimoso vai desenhando;
E olha sorrindo conforme vai versando,
Traduzindo em palavras tanta emoção.

Que tentou ficar guardada, mas fugiu,
Forte, tal qual leão que na selva, rugiu;
Bela juba dourada, penteada pelo vento,
Colorindo meu pensar nesse momento.

E na trama de imagens e versos noturnos,
Segue o pensar em mais um de seus turnos;
Quase sem descanso, no poetar incessante,
Espera o amor terno desse coração pulsante.

Meri Viero