quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TEIMOSIA

O sono teima comigo, teimo com ele...
A poesia ri de nós dois, rio apenas dele;
Da insônia que não me pega, mas olha,
Ressabiada, não quero que o sono colha.

Não escape de meus olhos na madrugada,
E na teimosia insana quem perde é o pensar;
Pois fica lento, qual net que adora me irritar,
E com o calorão, só um balde de água gelada.

Mas se corpo agradece, sono de mim esquece,
Então fico com esse calor, sem café, sem nada;
Compondo versos noturnos feito alma penada,
A poesia ri, o sono teima, e palavra adormece.

Meri Viero