quinta-feira, 23 de outubro de 2014

QUIETUDE DA ALMA

Tem dias que tudo se aquieta
Não gosto de quinta-feira
Hoje gosto menos ainda
Nem o sol da manhã aquece
Nem o gorjeio da passarada encanta
A alma está quieta
O coração de luto
E a face partilha lágrimas
O que há atrás do muro?
Talvez tudo, talvez nada
Talvez a brevidade
Ou a eternidade
Recaem os mistérios
Silenciam as palavras
E tudo se aquieta
A brisa é quase imperceptível
As cores praticamente invisíveis
O sentimento é vazio
Deve ser a alma...
Que hoje está tão quieta.

Meri Viero