quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O POEMA FENECE...

O poema fenece quando é esquecido,
Como folha seca pelo vento varrida;
Pó apagado por chuva amanhecida,
Beijo qual gosto não foi mais sentido.

Fenece o poema quando o poeta triste,
Esquece de versar lágrimas reinantes;
Ou de poetar sobre sorrisos brilhantes,
Assim passa, como um nada, não existe.

Poema fenece se da dor não se esquece,
E ausência sempre constante não aquece,
E dilacera o peito a saudade devoradora,
Devora com um triste pesar mundo afora.

Meri Viero