segunda-feira, 1 de setembro de 2014

SOLIDÃO E POESIA

A solidão desértica as vezes assusta,
E passar por ela, também muito custa;
O dia sempre claro e a noite tão fria,
Mas não há mais lágrimas, só poesia...

E por esse deserto de dunas tão altas,
Um oásis é um bem que nos faz falta;
Uma sombra, uma esperança comporia,
Mas não há como parar, caminha poesia...

E nos passos fundos do tempo na areia,
Que entranha o ser, rebuscando as veias;
E ainda que queira não deixa a vida vazia,
Pois há palavras, o poeta e a poesia...

Meri Viero