quinta-feira, 25 de setembro de 2014

POESIA TEM FOME

Já é  hora de almoçar e minha  poesia tem fome,
Versos quase simétricos... nem tortos, nem retos,
Espalhando aqui e ali, inspiração, um codinome;
Nem sempre certos, confesso são até  indiscretos...

Pousam, voam, seguem  inquietos em determinação,
Colorem primavera, beijam flores e até constelação;
Ofertam paz, regam teimosos dor com alegria, união,
E contaminam  sem  querer  todo bem-vindo coração...

Sem muito jeito as vezes, de vestes discretas, singelas,
Sem tanta  maquiagem, nem  adereços, sem salto alto;
Sandália baixa, sentindo chão, rimas sem sobressalto,
Mas com fome, escapam das mãos, não posso detê-las...

Meri Viero