quinta-feira, 11 de setembro de 2014

NO CAIR DA NOITE

No tic-tac das horas versos são feitos,
Sonhos coloridos acordam finalmente;
E a noite perfeita segue sem defeito,
Radiante menina acorda ser e mente...

E é tão perfeito que  fica tudo tão real,
Cores em viva imagem tridimensional;
Mas o corpo que reclama de cansaço,
Só quer uma xícara de café, um abraço...

Esquecer nas cobertas o dia de mormaço,
Guardando os versos em papel almaço;
Papel e caneta fazem fila e tomam a vez,
O palpável ocupa o espaço da insensatez.

E rima-se tudo novamente, poeta e poesia,
De mãos dadas outra vez até raiar do dia;
Inspiração pousa tranquila então adormece,
Canta o galo, o sonho vem e vida acontece.

Meri Viero