segunda-feira, 15 de setembro de 2014

LÁGRIMAS EM FORMA DE POESIA

Não jogo as palavras ao vento,
As coloco com carinho e amor;
Voam até um  só pensamento,
Que silente devolve  dissabor.

Bola de cristal sempre apagada,

Não vê  imagens que se formam;
Talvez camuflem frases veladas,
Invertam as  palavras e  normas.

Códigos que o coração desvenda,

No filme em que vida ainda atua;
Alma reflete somente verdade nua,
Amor palavra que não está à venda.

Falsidade depositada em gavetas,

Abrem-se confortáveis aos olhares;
E os sorrisos hipócritas nas facetas,
Brilham como joia falsa em colares.

Enquanto o silêncio beija a face fria,

Lágrimas escorrem em forma de poesia;
Rimas que a tristeza oferta de graça,
E vida ainda espera, mas tempo passa.

Meri Viero