quarta-feira, 13 de agosto de 2014

OLHAR SERENO

Meu pai não é um homem velho,
Nele me vejo como num espelho;
Meu orgulho, olhos verdes vivos,
Sempre na lida, sempre tão ativo.

De mãos calejadas e olhar sereno,
De passos corajosos, mas calmos;
Sabedor do peso certo nas costas,
Na ponta da língua boas respostas.

E no coração abriga  os rebentos,
Amor sincero também pelos netos;
Orgulho que esconde  em  ar sério,
Mas finjo não ver o sorriso sincero.

Meri Viero