sexta-feira, 25 de abril de 2014

TARDE DE SOL

A muito não havia uma tarde tão bonita,
Agora que a estação mudou outra vez;
Trouxe ar mais frio tocando de leve a tez,
E as réstias do sol para que aqui se reflita...

E colora e aqueça o mundo aqui e lá fora,
Nesse ritual que aconchega até a alma;
Na solidão que não apavora mas acalma,
Que faz do tempo um aliado fiel agora.

Sem o medo comum que o pensar traz,
Mas bebe os instantes e enfim se satisfaz;
Tenta seguir confiante ainda que doente,
Entre lembranças teimosas e recorrentes.

Que  permanecem vivas no amar solitário,
Mas segue cumprindo mais um itinerário;
Sem desejar da vida praticamente nada,
Segue na indiferença que lhe foi confiada.

Meri Viero